Tenha atenção para a Diarréia

A diarréia pode ser definida como um aumento no número de evacuações ou uma diminuição na consistência das fezes. A gravidade da diarréia pode variar, sendo a freqüência das evacuações o melhor indicador e, se persistir por mais de duas semanas é chamada de diarréia crônica e, nestes casos, geralmente é sintoma de alguma outra doença.

Os principais problemas da diarréia, que é uma doença contagiosa, são as perdas de água e eletrólitos (sais minerais) que ela provoca, trazendo o risco de desidratação, principalmente nas crianças pequenas, que são muito mais sensíveis à doença.

A cor das fezes da diarréia não tem relação com a gravidade, mas é importante observar se há sangue ou muco (catarro). Caso o doente fique sem se alimentar, apenas ingerindo líquidos por mais de dois dias, é possível que as fezes percam a coloração normal e fiquem em tons verdes. Em geral a diarréia dura até uma semana, mas não espere que o aspecto das fezes retorne rapidamente ao normal.

No caso de uma criança em período de aleitamento materno (que pode apresentar evacuação após cada mamada), leva-se em conta o seu hábito normal para definir a diarréia. É importante que o aleitamento não seja interrompido pois, inclusive, a ausência do líquido materno determina maior impacto na morte de crianças por diarréia. Crianças menores de seis meses, que não foram amamentadas ou que foram desmamadas, apresentam um risco até 10 vezes maior de morte.

CAUSAS DA DIARRÉIA

Geralmente é provocada por uma infecção viral que atinge os intestinos, mas pode ser causada também por bactérias e parasitas. Mas a diarréia também pode ser gerada por intoxicação alimentar (alimento contaminado), ou pelo uso de alguns tipos específicos de antibióticos (como a associação de ácido clavulâmico e amoxacilina), ou até mesmo alergia a algum tipo de alimento.

SINTOMAS

Além das alterações no hábito intestinal, o quadro de diarréia pode ser acompanhado de dor abdominal, vômito e febre. O diagnóstico da diarréia baseia-se na história clínica e, raramente é necessária a realização de algum exame laboratorial.

PREVENÇÃO

Mãos lavadas após uso de banheiro, troca de fraldas, antes de alimentar-se.
Use água filtrada ou fervida no preparo de alimentos.
Esterilizar mamadeiras e chupetas.
Redobre os cuidados se alguém da casa está com diarréia.
TRATAMENTO

O principal é prevenir-se de desidratação. Se o doente já estiver desidratado, o tratamento inicial visa corrigir a hidratação, mas posteriormente a manutenção da mesma, portanto a prevenção da desidratação volta a ser o objetivo principal. É preciso beber grande quantidade de líquido para repor as perdas.

Fonte: (Portal Unimeds com informações de Abbott Laboratories / Jornal de Pediatria / Sociedade Brasileira de Pediatria)